terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Como analisar suas atitudes e gostos do passado pode revelar seu talento

Houve um dia em que fiquei imaginando de onde veio minha paixão pela gastronomia. Deveria haver algo em meu passado que tivesse me levado a ter todos aqueles pensamentos. Lembrei-me de algumas passagens da minha vida, relacionadas à gastronomia.

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Quando tinha aproximadamente seis anos, não lembro exatamente a idade, minha avó foi morar conosco. Foi construída uma pequena casa aos fundos para ela e frequentemente ia me buscar para acompanhá-la ao almoço. Admirava-me com as ervas que utilizava e com um corante que mesclava ao arroz, chamado Colorau. A sobremesa também me impressionava – era pão-de-ló – o que veio a ser minha primeira preparação gastronômica, pois houve um dia em que minha avó havia viajado para visitar meus tios; ou seja, os outros filhos dela; e me deu vontade de comer pão de ló. Então falei para minha mãe que iria prepará-lo. Ela concordou e me auxiliou. Então, sem ainda ter sete anos de idade, elaborei minha primeira preparação gastronômica, a qual minha mãe degustou e elogiou muito.

Na minha adolescência, por vezes, praticamente toda a família ia à missa no sábado à noite. Eu ficava em casa, pois gostava de ir no domingo pela manhã. Quando a família retornava, eu já havia preparado o jantar e arrumado a mesa. Todos elogiavam a comida, que apesar de ser feita com ingredientes simples – pois minha família dispunha de poucos recursos – mostrava que houve utilização dos mesmos ingredientes do dia-a-dia, mas com uma apresentação diferenciada e um visível, digamos assim, “cuidado especial” na execução. 

Gostava de ir à missa no domingo pela manhã com meu pai e minha avó. Meu pai, mesmo que fosse à missa no sábado à noite, por vezes ia no domingo pela manhã também. Era um homem bastante religioso. Ao sair da igreja, meu pai comprava sorvetes ou sanduíches para eu e meus irmãos, em uma padaria que ficava ao lado da igreja. Devo confessar que aqueles sorvetes e sanduíches tinham um sabor, que depois que me tornei adulto, nunca mais experimentei. Desta forma, podia me aventurar pelo meu pequeno mundo dos sabores no sábado à noite e no domingo pela manhã. Por isso é que dou bastante valor à relação emocional com os sabores. 

Quem nunca ouviu falar que a comida da mamãe ou da vovó é sempre mais gostosa. A nossa relação com os alimentos tem início ainda nos primeiros meses de vida, durante a amamentação e envolve, além do paladar, olfato, tato e o afeto materno, fazendo com que a comida signifique, não apenas uma forma de satisfazer nossa necessidade por nutrição, mas que tenha também uma carga emocional. Por isso que a cozinha é sempre considerada o coração da casa. 

Com o tempo, o gosto pela culinária familiar foi desaparecendo e não tive vontade de levar adiante como profissão. Este pensamento nunca passou pela minha cabeça naquela época. Saí de casa com 18 anos de idade. Morava sozinho e achava que não gostava mais de cozinhar. Dizia que dava muito trabalho. Mesmo assim, nos horários das refeições fazia um arroz básico, preparava alguma carne e uma salada. Tudo muito rápido, sem temperos e sem muita cerimônia. Sempre achei que fazia isso por ser mais econômico que comer em lanchonetes, como faziam meus colegas. No entanto, esta atitude revelava que, mesmo inconscientemente, ainda gostava de cozinhar.

Enquanto estava no exército, onde fiquei por quatro anos – apesar de que no segundo ano já percebi que não levava jeito para a carreira militar – comecei a frequentar uma cantina italiana, que era uma espécie de ponto de encontro dos militares. Comia alcatra grelhada, lasanhas, pizzas, calzones, entre outros pratos servidos por todo o tempo em que frequentei aquele lugar. Um dia, sentado à mesa, pensei: “Bem que eu poderia abrir um restaurante! Mas oferecer pratos prontos bem diferenciados e criativos e não sempre os mesmos como este restaurante”. Assim, pensei na modalidade “empratado” sem ainda ter noção do termo. Mas como estava envolto em uma série de atividades militares, esta idéia acabou saindo da minha cabeça.

Assim, creio que uma forma de se descobrir nosso talento é pensar nas coisas que mais nos chamaram a atenção quando éramos crianças ou adolescentes, analisar quais delas estão ligadas às profissões que existem na atualidade e ver se estas coisas ainda atraem nossa atenção ou se ficaram no passado. 

Como já mencionei, descobrir seu talento vai envolver uma busca por um melhor conhecimento de si mesmo. Você deve realizar uma profunda investigação em suas atitudes e gostos individuais.

Creio que cada indivíduo nasce com um talento, o qual pode ser encoberto se a pessoa não prestar atenção e exercer diversas atividades, não se preocupando em encontrá-lo. 

O que é um erro, pois raramente se encontra o sucesso em uma profissão para a qual não se tem talento. 

Em meu livro tenho mais informações sobre como descobrir seu talento. Você pode adquirir clicando neste link: Livro "À procura da felicidade"

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